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Cortes orçamentários fazem Brasil perder patente mundial de remédio para lesões medulares

A comunidade científica brasileira está em alerta após a perda da patente internacional da polilaminina, uma substância desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para tratar lesões medulares. A perda ocorreu devido a cortes orçamentários entre 2015 e 2016, que impossibilitaram o pagamento das taxas de manutenção da patente no exterior. Essa notícia é particularmente importante para a saúde, pois a polilaminina mostrou resultados promissores em testes clínicos e sua perda pode significar que empresas estrangeiras possam reproduzir a tecnologia sem restrições.

Contexto e Impacto

A polilaminina foi desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio e sua equipe, com a patente solicitada em 2007. No entanto, devido à falta de verba para manter o pagamento das taxas internacionais, a UFRJ perdeu a proteção internacional da tecnologia. Isso não apenas afeta a pesquisa e o desenvolvimento no Brasil, mas também tem implicações globais, pois a perda da patente internacional significa que a tecnologia pode ser utilizada por qualquer empresa em todo o mundo sem necessidade de licenciamento ou pagamento de royalties.

A perda da patente internacional da polilaminina é um exemplo claro da falta de investimento e priorização da pesquisa e desenvolvimento no Brasil. A pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias são fundamentais para a inovação e a competitividade de um país, especialmente em áreas como a saúde, que têm um impacto direto na qualidade de vida da população. A falta de apoio financeiro e político para a ciência e a tecnologia pode ter consequências negativas a longo prazo, incluindo a perda de oportunidades de desenvolvimento e a dependência de tecnologias estrangeiras.

Reações e Consequências

Os comentários sobre a perda da patente expressam indignação e frustração, atribuindo a responsabilidade ao governo e aos cortes orçamentários. Muitos ressaltam a importância da pesquisa e do desenvolvimento de tecnologias no Brasil, lamentando a falta de apoio e investimento em áreas como a educação e a ciência. Além disso, a patente brasileira da polilaminina ainda é válida, mas apenas por mais dois anos, após o que a tecnologia poderá ser utilizada livremente por qualquer empresa, o que pode levar a uma perda de oportunidades para o desenvolvimento de tratamentos inovadores no país.

Em resumo, a perda da patente internacional da polilaminina é um alerta para a importância do investimento em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. É fundamental que haja um apoio financeiro e político consistente para a ciência e a tecnologia, especialmente em áreas com potencial de impacto significativo na saúde e bem-estar da população. A perda dessa patente deve servir como um exemplo da necessidade de priorizar a inovação e a competitividade do país, garantindo que o Brasil possa desenvolver e proteger suas próprias tecnologias.

Marina K. Duarte (mkduarte.tech@acheicerto.com.br)

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