Mato Grosso do Sul registra três casos suspeitos de mpox e alerta para risco de transmissão da doença no estado
Três casos suspeitos de mpox foram registrados em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 2026, envolvendo dois pacientes adultos de 42 anos e uma pessoa idosa de 62 anos. Esses casos suspeitos surgem após o alerta para a doença no Brasil, com o primeiro caso do ano sendo registrado em Porto Alegre na última terça-feira (17). A mpox, causada pelo vírus MPXV, pode ser transmitida para humanos por meio do contato direto com uma pessoa infectada, tornando esses casos suspeitos uma preocupação para a saúde pública.
Contexto e Impacto para a População
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Mato Grosso do Sul informa que se espera um aumento no número de notificações de casos suspeitos no estado devido à sensibilização na vigilância realizada pelos profissionais de saúde. Isso significa que, à medida que os profissionais de saúde estão mais atentos aos sintomas e características da doença, mais casos podem ser identificados e notificados. Até o momento, o país soma 88 casos confirmados de mpox, com a maior concentração em São Paulo (63 casos) e no Rio de Janeiro (15 casos), sem registros de óbitos confirmados.
No Mato Grosso do Sul, os dados mostram que, ao longo dos anos, houve 760 notificações da doença, com 67 notificações em 2025, das quais 11 foram confirmadas. Os casos confirmados ocorreram principalmente na faixa etária de 30 a 39 anos, representando 54% dos casos. Esses números indicam que a doença afeta uma ampla gama de idades, mas parece ter uma maior incidência em adultos jovens e de meia-idade.
Sintomas, Diagnóstico e Prevenção
A mpox se caracteriza por marcas na pele, sendo o diagnóstico laboratorial realizado por meio de testes moleculares ou sequenciamento genético. As amostras coletadas dos pacientes suspeitos são direcionadas para laboratórios de referência no Brasil para análise. A identificação precoce dos sintomas e a realização de testes são fundamentais para o controle da doença, permitindo que as autoridades de saúde tomem medidas adequadas para prevenir a disseminação.
É importante que a população esteja informada sobre a mpox, seus sintomas e como a doença pode ser transmitida. A prevenção e o controle da mpox dependem da colaboração entre os serviços de saúde, os profissionais de saúde e a comunidade. Medidas de prevenção, como evitar o contato direto com pessoas infectadas e manter uma boa higiene, são essenciais para reduzir o risco de transmissão.
Marina K. Duarte (mkduarte.tech@acheicerto.com.br)
