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Polilaminina Brasileira Reverte Lesões Medulares em Descoberta Inédita

Descoberta Revolucionária: Polilaminina Promete Reverter Lesões Medulares

A comunidade científica brasileira está comemorando uma grande conquista: a descoberta da polilaminina, uma molécula capaz de reverter lesões medulares. Essa descoberta é fruto do trabalho da cientista Tatiana Sampaio, que há anos vem dedicando-se a encontrar soluções para uma das questões mais desafiadoras da medicina: a falta de opções terapêuticas eficazes para lesões na medula espinhal.

Contexto e Metodologia

A pesquisa, que teve início em 1998, foi desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e contou com a parceria do laboratório farmacêutico Cristália e o apoio da FAPERJ. A polilaminina é uma versão recriada em laboratório da laminina, uma proteína natural que desempenha um papel fundamental na conexão entre neurônios. Com a autorização da Anvisa em 2026 para o início do estudo clínico, a equipe de Tatiana Sampaio está um passo mais perto de testar a segurança e a eficácia da polilaminina no tratamento de lesões na medula espinhal ou coluna vertebral.

A descoberta da polilaminina não apenas abre novas perspectivas para o tratamento de lesões medulares, mas também já rendeu dividendos significativos. Em 2023, a UFRJ recebeu R$ 3 milhões em royalties decorrentes da descoberta, um reconhecimento financeiro do potencial da polilaminina. Tatiana Sampaio, professora da UFRJ com formação em Ciências Biológicas e experiência em estágios de pós-doutorado nos EUA e na Alemanha, é a mente brilhante por trás dessa inovação.

As implicações práticas da polilaminina são vastas e promissoras. Se comprovada sua eficácia e segurança nos estudos clínicos, essa molécula poderá oferecer uma nova esperança para pacientes com lesões medulares, potencialmente devolvendo-lhes a mobilidade e a qualidade de vida. Além disso, essa descoberta destaca a importância do investimento em pesquisa científica e na colaboração entre instituições acadêmicas e setores privados para o avanço da medicina e o bem-estar da sociedade.

Patrícia O. Figueiredo (pofigueiredo@acheicerto.com.br)

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